Exportações baianas têm queda de 23,2% em fevereiro

As exportações baianas tiveram uma queda de 23,2% em fevereiro, no comparativo interanual, atingindo US$ 730,9 milhões. 

O resultado, com dados provisórios ainda sujeitos a revisão, reflete desempenhos negativos em importantes setores da pauta exportadora. A indústria de transformação registrou recuo de 34,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, principalmente em razão da perda de competitividade da indústria química, pressionada por importações asiáticas a custos mais baixos. A agropecuária também contribuiu para o resultado negativo, com queda de 11,1%, reflexo da prevista redução na produtividade da safra de grãos.

As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O grande destaque do mês, embora o setor represente apenas 7% das exportações estaduais, foi a indústria extrativa, com incremento de 359,5% nas vendas externas, puxado pela valorização do ouro que já supera US$ 5.180 por onça-troy, para contratos futuros com entrega em abril. Os metais preciosos, como um todo tiveram forte altas no começo deste ano, renovando recordes de fechamento sucessivas vezes, à medida que investidores correram para o ouro e a prata como um refúgio diante de incertezas geopolíticas.

As importações, por sua vez tiveram incremento de 21,2%, principalmente de combustíveis (petróleo cru e nafta) oriundos dos EUA, Gabão e Argentina, já com a guerra no Oriente Médio pressionando as cotações das commodities energéticas.


Também houve aumento de 455% de bens de consumo, mais uma vez puxado pelo aumento na compra de veículos de passeio, exclusivamente chineses.

No primeiro bimestre de 2026, as exportações estaduais atingiram US$ 1,45 bilhão, com queda de 18,6%, enquanto as importações somaram US$ 1,59 bilhão, em alta de 4,0% ante igual período de 2025. O déficit comercial do estado no primeiro bimestre foi de US$ 146,1 milhões, enquanto que a corrente de comércio atingiu US$ 3,0 bilhões, 8,1% inferior ao bimestre de 2025.

As cotações mais altas do petróleo devido a guerra no Oriente Médio podem ampliar o déficit comercial baiano. O conflito também pode desencadear uma série de impactos sobre preços, inclusive de insumos estratégicos para o estado como alta no preço de fertilizantes (agricultura) e nafta (indústria), além do aumento dos fretes marítimos, seguro de carga e atraso em rotas de entrega.

*Informações da Coordenação de Acompanhamento Conjuntural (CAC/Distat/SEI).

Fonte

Ascom/SEI




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